O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio tem bilheteria decepcionante!

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio tem bilheteria decepcionante!

Pela terceira vez consecutiva, a franquia O Exterminador do Futuro, que em 1991 era sinônimo de um dos maiores blockbusters da história, naufragou nas bilheterias.    Em 2009, O...

 O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio tem bilheteria decepcionante!

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Pela terceira vez consecutiva, a franquia O Exterminador do Futuro, que em 1991 era sinônimo de um dos maiores blockbusters da história, naufragou nas bilheterias. 

 

Em 2009, O Exterminador do Futuro: A Salvação faturou US$ 125,3 milhões nos EUA e US$ 246 milhões fora de lá para um total global de US$ 371,3 milhões, um resultado fraco considerando seu custo de produção de US$ 200 milhões. Além disso, o longa, que visava levar a franquia para o futuro apocalíptico profetizado nos capítulos anteriores, falhou em deixar os fãs novos e antigos animados para mais aventuras nesta linha do tempo. Depois, em 2015, uma tentativa de reiniciar a franquia com Gênesis naufragou quando tal filme foi recebido com péssimas críticas e uma horrenda bilheteria americana (US$ 89,7 milhões). Ele se saiu um pouco melhor na China (US$ 113,2 milhões) e encerrou sua carreira com US$ 440 milhões, porém não foi o bastante para reiniciar o fervor pela franquia. Quatro anos depois, mesmo com os retornos de seu criador original James Cameron (agora como produtor e um dos criadores da trama), da atriz Linda Hamilton (a Sarah Connor dos clássicos originais) e críticas superiores aos de seus dois predecessores, nem assim O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio conseguiu ser bem sucedido nas bilheterias.

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E olha que nem mencionamos a fracassada série The Sarah Connor Chronicles, estrelada por uma Lena Headey pré-Cersei Lannister, que foi cancelada sem um final conclusivo após duas temporadas…

 

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Enfim, Destino Sombrio abriu nos EUA liderando as bilheterias, porém faturando medíocres US$ 29 milhões ao longo do fim de semana. Trata-se da menor abertura americana para um filme que estreou no início de novembro desde 2013, quando o fiasco O Jogo do Exterminador abriu com US$ 27 milhões, rumo a uma bilheteria final de US$ 62 milhões. Finalmente, trata-se do segundo fracasso consecutivo da Paramount: o estúdio, que distribuiu o longa nos EUA, também foi responsável pelo desastre Projeto Gemini. Um verdadeiro “destino sombrio” para a distribuidora que já chegou a ter o MCU e a DreamWorks sob seu teto…

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Não que eles não tenham se esforçado para que o longa funcionasse nas bilheterias. Claro, a produção de Destino Sombrio não foi das mais fáceis, com Cameron revelando recentemente na imprensa que ele teve uma série de brigas com o diretor do filme Tim Miller durante o processo de montagem. “O sangue ainda está sendo limpado das paredes dessas batalhas criativas. Este é um filme que foi forjado no fogo”, havia dito o cineasta responsável por Titanic e Avatar. Ainda assim, outros blockbusters cuja produção foi complicada, como Rogue One: Uma História Star Wars e Venom ainda conseguiram arrastar multidões para os cinemas. Dessa forma, o estúdio pôs seu departamento de marketing para fazer o público esquecer das desastradas partes anteriores da franquia e construir excitação para o longa, incluindo um divertido vídeo que unia Schwarznegger e Hamilton aos astros da NBA Paul George e Kawhi Leonard.

 

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Porém, críticas iniciais mistas, que revelavam a morte de certo personagem-chave da franquia e basicamente inutilizavam os clássicos dois primeiros filmes da saga, afora o fato de que o longa não era o tal retorno glorioso prometido, levaram aos fracos resultados desse fim de semana, bem abaixo das projeções iniciais de US$ 40 milhões que o estúdio e o mercado estavam prevendo. Tanto críticos quanto o público recepcionaram o filme com notas medíocres: 69% no Rotten Tomatoes e um B+ no CinemaScore (o que seria aproximadamente um 7/10 no Brasil). Além disso, o longa falhou em atrair o público entre 18 e 24 anos (que, portanto, nasceu bem depois dos aclamados primeiros filmes da saga, porém assistiu aos desastrados capítulos posteriores) e, atuante nas redes sociais, poderia ter construído boca a boca para o longa. 

 

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Mesmo que haja um milagre e Destino Sombrio tenha um desempenho pós-estreia ao menos tão bom quanto os dos sucessos da Marvel que também estrearam nos EUA no início de novembro Doutor Estranho e Thor: Ragnarok, ele sairia de cartaz tendo faturado entre US$ 74 milhões e US$ 79 milhões – o que seria um resultado medonho, abaixo de quase todos os filmes da franquia (com exceção do primeiro de 1984) e do também produzido por Cameron Alita: Anjo de Batalha (US$ 85 milhões). E isso na melhor das hipóteses. Sendo mais realista, um desempenho similar ao de O Jogo do Exterminador leva este novo capítulo da franquia para horrendos US$ 66,2 milhões.

 

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E não é como se o filme pudesse ser salvo pela bilheteria estrangeira – ele é distribuído fora dos EUA pela Fox (via Disney), exceto na China, onde ele sai pela empresa local Tencent. Neste fim de semana, no qual ele expandiu para uma série de países, o longa faturou US$ 73 milhões fora dos EUA, abaixo das expectativas. Conforme descreveu uma fonte de distribuição internacional para o site Deadline: “é triste, o filme não é um evento”, acrescentando que “os estúdios precisam ter ideias novas”. 

 

Em 23 mercados o filme estreou em primeiro lugar, inclusive na Austrália, Coréia do Sul e México. Porém, no restante do sudeste da Ásia e na América Latina, onde havia esperanças de que ele fizesse sucesso, seu desempenho foi similarmente fraco. Na China, porém, a situação foi ainda pior: apenas US$ 28 milhões ao longo do fim de semana, ou pouca coisa a mais do que Gênesis faturou em seu primeiro dia no país oriental. Ou seja, as chances de que o longa fizesse um sucesso por lá similar ao de seu predecessor de 2015 foram para o vinagre (e olha que Cameron é um ídolo entre os chineses).

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Somando os US$ 29 milhões da estreia americana com os U$ 94,6 milhões arrecadados fora dos EUA até o momento (ele estreou antecipadamente em alguns países na semana passada), Destino Sombrio possui apenas US$ 123,6 milhões globalmente. Segundo fontes do mercado do cinema, o filme precisa faturar acima de US$ 480 milhões globalmente (uma bilheteria superior a , por exemplo, It: Capítulo Dois e o também produzido por Cameron Alita: Anjo de Batalha) para não dar prejuízo. É uma missão impossível considerando o fraco resultado das últimas semanas.

 

No fim das contas, trata-se de um problema na indústria do cinema americana: insistir em franquias que, só porque fizeram (algum) sucesso décadas atrás, elas também devem ser bem sucedidas na atualidade. No caso do Exterminador do Futuro, o público já rejeitou a saga três vezes consecutivas, quatro se contarmos a série. Já tentaram levar a franquia para o futuro pós-apocalíptico, tentaram reiniciá-la por meio de viagens no tempo similar ao reboot de Star Trek de 2009 (por si próprio parte de uma franquia quase moribunda nas telonas) e já tentaram unir um elenco novo e diversificado junto aos atores clássicos da saga numa trama passada décadas após os eventos dos adorados longas do passado (fórmula que funcionou para os Star Wars da Disney e para Halloween), e nada deu certo.

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Literalmente tentaram quase de tudo, e a franquia continuou fracassando.

 

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E numa época onde o hábito de ir aos cinemas corre risco mortal graças à ameaça dos cada vez mais numerosos e poderosos serviços de streaming, Hollywood continua insistindo em franquias que já deveriam ter sido aposentadas a muito tempo, na esperança de que elas continuarão a atrair o público tal como antes. Como resumiu o analista do mercado e crítico de cinema Scott Mendelson no Twitter: “Um dos motivos pelo qual O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio tem me deixado tão p*** é que Hollywood está sendo massacrada pelo streaming e TV e respondendo ao oferecer, como principal atração cinematográfica que pretende ser um filme evento, algo que as audiências específica e explicitamente rejeitaram antes”.

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Para o bem da indústria cinematográfica, e para o hábito de ir aos cinemas, é bom que essa franquia não siga a clássica frase de Schwarznegger “I’ll be back” no primeiro longa da série.

 

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Bilheteria EUA 01/11/19 a 03/11/19:

 

Filme Semanas em cartaz Renda no fim de semana (em US$) Renda acumulada (em US$)
1- O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio 1 29.033.832 29.033.832
2- Coringa 5 13.500.116 299.187.108
3- Malévola: Dona do Mal 3 13.090.680 85.240.391
4- Harriet 1 11.676.720 11.676.720
5- A Família Addams 4 8.296.007 85.092.007
6- Zumbilândia: Atire Duas Vezes 3 7.424.626 59.381.788
7- A Hora da sua Morte 2 5.768.282 17.684.318
8- Black and Blue 2 4.137.341 15.529.819
9- Brooklyn: Sem Pai Nem Mãe 1 3.500.454 3.500.454
10- Arctic Dogs 1 2.901.335 2.901.335

 

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