Kung Fu Panda 4 é a maior bilheteria para uma animação desde junho de 2023

Kung Fu Panda 4 supera animações da Disney e é o maior filme do tipo nas bilheterias globais desde Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, lançado há quase um ano.

Kung Fu Panda 4 é a maior bilheteria para uma animação desde junho de 2023

Kung Fu Panda 4 supera animações da Disney e é o maior filme do tipo nas bilheterias globais desde Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, lançado há quase um ano.

Kung Fu Panda 4 é a maior bilheteria para uma animação desde junho de 2023
UM PANDA BOM DE BRIGA
Imagem: Reprodução | Divulgação
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Se em 2016 a franquia Kung Fu Panda parecia acabada após a performance relativamente decepcionante de seu terceiro capítulo (US$ 521 milhões a um custo de US$ 140 milhões, boa parte de sua arrecadação vinda da China, que o salvou de um vexame maior), o quarto voltou para reforçar que a saga do panda Po é uma das poucas franquias na atualidade que ainda tem a confiança dos pais.




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Kung Fu Panda 4, que, quase dois meses após sua estreia ainda continua mostrando excelente sustentação em vários mercados como EUA e Brasil, atingiu US$ 185 milhões na bilheteria americana e US$ 319 milhões na internacional, num total de US$ 504 milhões global. Nas próximas semanas, o quarto Panda superará o terceiro na arrecadação global, com seu custo de produção de módicos US$ 85 milhões ficando abaixo do orçamento de mais de US$ 100 milhões de cada um dos três capítulos anteriores.

Trata-se da animação de maior bilheteria desde Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, que faturou US$ 691 milhões desde sua estreia em junho de 2023. De lá para cá, nenhum longa animado para crianças à exceção de Kung Fu Panda 4 conseguiu faturar mais do que US$ 490 milhões. Coincidentemente ou não, os infantis que estrearam nesse meio tempo ou foram originais (ou seja, não são sequências ou adaptações de material conhecido) ou de franquias que não atingiram o mesmo auge nas bilheterias de um Kung Fu Panda ou Minions.


O maior deles foi Elementos com US$ 485 milhões, a primeira animação original da Pixar desde Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica, em março de 2020, a ser lançada nos cinemas. Claro, tal longa foi extremamente prejudicado pela pandemia, ou seja, Elementos foi o primeiro original da Pixar a ter uma carreira “comum” nos cinemas desde Viva: A Vida é uma Festa, lançado no longínquo mês de novembro de 2017.

Outro original, a produção da Illumination Patos! (US$ 295,5 milhões), ficou em segundo lugar, superando filmes como Wish (US$ 240 milhões), Trolls 3: Juntos Novamente (US$ 209 milhões), Patrulha Canina: Um Filme Superpoderoso (US$ 202 milhões) e As Tartarugas Ninja: Caos Mutante (US$ 180 milhões). Alguns deles, como Patos! e Patrulha Canina, foram baratos o bastante (US$ 72 milhões para o primeiro e US$ 30 milhões para o segundo) para que suas magras bilheterias fossem lucrativas, outros como Wish custaram caro demais (US$ 200 milhões) e vão dar prejuízo a seu estúdio, que no caso é a Disney.


Isso mostra duas coisas. A primeira é que, num cenário em que há poucos ou nenhum filme infantil em cartaz, os pais até poderão dar uma chance para animações originais, estrelados por personagens que nem eles nem seus filhos ouviram falar.

O principal exemplo é o próprio Elementos, um sucesso milagroso que reverteu sua péssima estreia e críticas medianas justamente por ser o único infantil disputando com longas adultos como Indiana Jones 5, Missão: Impossível 7 e a dupla Barbenheimer. O outro é Patos!, lançado no final do ano passado em meio a concorrência com Aquaman 2: O Reino Perdido, Todos Menos Você e A Cor Púrpura, entre outras opções para os “grandinhos”.


Isso também pode ocorrer com sequências de franquias há muito esquecidas, vide Gato de Botas 2, que conquistou US$ 485 milhões entre 2022 e 2023, a única opção para crianças numa época em que o não muito amigável para os pequenos espectadores Avatar: O Caminho da Água quebrava recordes.

Graças à falta de opções para entreter as crianças, tais longas tem a possibilidade de reverter suas aberturas abaixo do que, graças a títulos como Os Incríveis 2 (US$ 182 milhões na estreia), Super Mario Bros (US$ 146 milhões) e Procurando Dory (US$ 135 milhões), tornou-se injusto esperar de todos os filmes animados, e, aos poucos, irem conquistando a audiência – algo que costumava ser a norma.


E a segunda é que, mesmo assim, a única forma de um longa para crianças lançado nos dias de hoje faturar sequer mais do que US$ 500 milhões é se tiver uma marca famosa ligado a ele, como Kung Fu Panda, Homem-Aranha, Super Mario (cujo longa saiu de cartaz com US$ 1,3 bilhão no ano passado), Minions…

Não é de se espantar que, mesmo após Elementos com muito custo e quase milagrosamente ter revertido a abertura ruim, a Disney mais uma vez voltará a apostar em sequências, seja de longas que nunca tiveram uma “parte 2” (como Divertida Mente 2 e Moana 2 este ano e Zootopia 2 em 2025), seja de franquias que já passaram da data de validade (Toy Story 5 já tem data para chegar aos cinemas: junho de 2026).

O que acontecerá quando Hollywood não tiver mais franquias infantis longevas para continuar explorando? Desistirá totalmente das crianças? Ou os pais aprenderão a levar os filhos para ver personagens que eles podem não conhecer totalmente?

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