Minha Mãe é uma Peça 3 ultrapassa bilheteria de Tropa de Elite 2

A batalha entre os titãs de janeiro foi dura, mas no fim das contas Minha Mãe é uma Peça 3 superou Frozen II no público e na renda no último fim de semana, apesar da comédia de Paulo Gustavo estar na terceira semana e a animação da Disney na segunda. Tudo isso aponta para uma performance assustadoramente grande do sucesso do cinema brasileiro.

 


O longa comandado por Susana Garcia levou mais 1,28 milhão de pessoas e arrecadou pouco mais de R$ 20 milhões no fim de semana. No total, o filme possui 6,85 milhões de pessoas e nada menos que R$ 110,2 milhões em bilheteria após apenas 17 dias em cartaz.

 


Para se ter uma ideia, neste curtíssimo período de tempo o filme se tornou o sexto maior faturamento e público para um filme que estreou em 2019, tendo superado o blockbuster Homem-Aranha: Longe de Casa (R$ 106,6 milhões e 6,55 milhões de ingressos). Trata-se por enquanto da quarta maior bilheteria para um filme brasileiro, superando o sucesso lançado há quase dez anos (sim, você está ficando velho) Tropa de Elite 2, que arrecadou R$ 103,4 milhões. O encerramento da trilogia da Dona Hermínia ainda tem que superar Os Dez Mandamentos: O Filme (R$ 116 milhões), Nada a Perder (R$ 119 milhões) e seu próprio predecessor, Minha Mãe é uma Peça 2 (R$ 124 milhões). No entanto, a considerar a velocidade da arrecadação do filme, ele já deverá ter se tornado o campeão até o próximo domingo.

 


 


Minha Mãe é uma Peça 3 é também o sexto dentre os filmes nacionais que mais venderam ingressos na história, superando o clássico erótico de Neville d’Almeida A Dama do Lotação, que levou 6,5 milhões de pessoas aos cinemas no final dos anos 1970 para ver a estrela Sônia Braga em uma ousada performance. À sua frente estão apenas os citados Minha Mãe é uma Peça 2 (9,32 milhões de ingressos), Tropa de Elite 2 (11,2 milhões) e os dois blockbusters religiosos da Record (Os Dez Mandamentos, também com 11,2 milhões, e Nada a Perder, com 11,9 milhões), bem como outro clássico dos anos 70 estrelado por Sônia Braga, Dona Flor e seus Dois Maridos (10,7 milhões).

 

É bom que se diga que os dados confiáveis disponíveis só informam as bilheterias de longas lançados de meados dos anos 70 em diante. Ou seja, é dificílimo saber qual foi exatamente a venda de ingressos de longas como os clássicos de Mazzaropi ou da produtora Atlântida nos anos 40, 50 e 60. Algumas fontes afirmam que O Ébrio, clássico musical de nossa cinematografia lançado em 1946 e dirigido pela pioneira Gilda Abreu, quebrou os recordes de …E o Vento Levou em diversas capitais e levou mais de 8 milhões de pessoas aos cinemas no total.

 

Voltando a Minha Mãe é uma Peça 3, o que é mais impressionante é que o filme teve uma queda de apenas 23% na venda de ingressos entre seu segundo e o terceiro, o que é muito difícil de ocorrer para um blockbuster que esteja vendendo ingressos nessa proporção. Aliás, seus 1,28 milhão de ingressos fazem do filme nada menos que o terceiro maior terceiro fim de semana da história, superando os de Vingadores: Guerra Infinita (1,21 milhão) e do nacional Nada a Perder (1,13 milhão), e perdendo apenas para O Rei Leão (1,35 milhão) e Ultimato (1,66 milhão).

 

 

Aliás, trata-se do 10º filme a conquistar o maior público num espaço de apenas três semanas em cartaz, e o primeiro brasileiro, superando Nada a Perder (6,8 milhões de ingressos após o terceiro domingo), e praticamente empatado com blockbusters do calibre do primeiro Os Vingadores (6,92 milhões) e Velozes & Furiosos 7 (6,96 milhões). 

 

Então sim, o longa está extremamente forte após esse curto período de tempo. Mas por quanto tempo isso vai continuar? Bem, imaginando uma performance similar à de Os Vingadores, que já havia alcançado 63% do que viria a ser seu público final na terceira semana, o filme sai de cartaz com 10,8 milhões de ingressos, o que faria dele o 10º maior público da história na bilheteria nacional, e o quarto maior para um longa brasileiro, superando Dona Flor e seus Dois Maridos, mas não Tropa de Elite 2 e os filmes da Record.

 

Já uma performance mais parecida com a de Nada a Perder, cujo “público” (bem entre aspas mesmo, no caso deste filme em específico) ao final de sua terceira semana representou 56% do total, leva Minha Mãe 3 a sair de cartaz com pouco mais de 12 milhões de ingressos, logo tornando-se o filme mais assistido do cinema nacional. Mas e se caso o longa desempenhar como seu antecessor? Bem, o segundo havia atingido pouco mais de 5 milhões de ingressos até a terceira semana, 54,5% do total, logo uma performance similar faria o terceiro encerrar a carreira com um público de 12,5 milhões de pessoas, ficando atrás apenas de Tubarão, Guerra Infinita, O Rei Leão, Titanic e Ultimato entre os filmes mais assistidos da história nos cinemas nacionais.

 

 

Enfim, Minha Mãe 3 vai se tornar o maior faturamento da história do cinema nacional, e tudo indica que o longa será o maior público também. Basta que para isso ele não despenque muito nas próximas semanas. Será que Dona Hermínia vai conseguir? Vamos acompanhar!

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