Lightyear tem estreia decepcionante nas bilheterias

Apesar das boas críticas e do fato de ser o primeiro filme da Pixar lançado nos cinemas desde o início da pandemia, Lightyear acabou tendo uma abertura decepcionante.  ...

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Compartilhe: Tiago
Publicado em 20/6/2022 - 00h25


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Apesar das boas críticas e do fato de ser o primeiro filme da Pixar lançado nos cinemas desde o início da pandemia, Lightyear acabou tendo uma abertura decepcionante.

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Na bilheteria americana, o longa, que conta a história de origem do astronauta Buzz Lightyear, de Toy Story, arrecadou apenas US$ 51 milhões entre sexta e domingo. É uma abertura bem abaixo das projeções do mercado, que previam uma estreia entre US$ 75 milhões e US$ 105 milhões.

É também um dos menores primeiros fins de semana da história da Pixar, mesmo quando comparada com os clássicos longas da empresa lançados nos anos 1990 e 2000, quando o preço dos ingressos era bem mais barato do que hoje. Lightyear só fica à frente de Viva: A Vida é uma Festa (US$ 50,8 milhões em novembro de 2017), Ratatouille (US$ 47 milhões em junho de 2007), O Bom Dinossauro (US$ 39,2 milhões em novembro de 2015), Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica (US$ 39,1 milhões em março de 2020) e Toy Story (US$ 29 milhões em novembro de 1995). 

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Era de se esperar que Lightyear, mesmo ligado à franquia Toy Story, dificilmente alcançaria as aberturas dos dois últimos da saga de Woody e Buzz (US$ 110 milhões para o terceiro e US$ 121 milhões para o quarto). Ainda assim, uma abertura tão abaixo das expectativas, menor do que as de filmes infantis de grande orçamento recentes como os dois live-action do Sonic, WiFi Ralph: Quebrando a Internet ou Carros 3, mostra que o público não tem tanto interesse em uma história de origem de Buzz quanto a Disney e o mercado pensavam.

Vale ressaltar que o fiasco não foi apenas nos EUA. Fora da América do Norte, Lightyear arrecadou apenas US$ 34,6 milhões e ficou atrás de Jurassic World: Domínio e Top Gun: Maverick. Sua estreia global foi de meros US$ 85,6 milhões.

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O único aspecto positivo de sua estreia foi que Lightyear quebrou o recorde de maior abertura para uma animação desde o início da pandemia em diversos mercados. Claro, isso se deve principalmente à falta de um título animado realmente forte nos últimos anos, o que deve mudar no fim do mês com Minions 2: A Origem de Gru.

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Performance decepcionante de Lightyear é um mal sinal para a Disney e a Pixar

Esse inesperado desastre chega em péssimo momento para a Pixar. Durante a pandemia todos os longas da empresa, apesar da aclamação crítica, foram lançados direto no streaming: Soul no Natal de 2020, Luca em junho de 2021 e Red: Crescer é uma Fera em março deste ano (saiba mais aqui). Porém, pouco antes do coronavírus fechar as salas de cinema da América do Norte, Dois Irmãos tinha decepcionado nas bilheterias. 

Ou seja, a Pixar está desde Toy Story 4, lançado em junho de 2019, sem lançar um grande hit nas bilheterias. E a situação piora quando consideramos as animações da empresa que não são sequências: a última deste tipo a ser bem sucedida foi A Vida é uma Festa, que saiu no final de 2017.

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Será que o antes poderoso estúdio perdeu a capacidade de atrair multidões de famílias e pessoas de todas as idades às salas escuras? Talvez sim, talvez não, mas se a Disney pensar que este é o caso, pode desistir de lançar os futuros filmes da Pixar nos cinemas e, ao invés disso, enviá-los direto para o Disney+.

Veja o que aconteceu com Star Wars, outra das poderosas marcas da Casa do Mickey. Depois do desastre de Han Solo, a Lucasfilm decidiu focar apenas no streaming (com a óbvia exceção do Episódio IX). 

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E como o Disney+ é para o atual CEO Bob Chapek uma prioridade maior do que os cinemas, não é difícil imaginar um futuro onde boa parte das futuras animações, antes campeãs nas bilheterias, se tornem exclusivas do streaming.

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