Público dos filmes nacionais cai mais de 90% em quatro anos

Embora os cinemas brasileiros aos poucos se recuperem da pandemia, filmes nacionais realmente fortes serão necessários para que bilheterias voltem aos valores de antes.

Público dos filmes nacionais cai mais de 90% em quatro anos

Embora os cinemas brasileiros aos poucos se recuperem da pandemia, filmes nacionais realmente fortes serão necessários para que bilheterias voltem aos valores de antes.

Público dos filmes nacionais cai mais de 90% em quatro anos
PAULO GUSTAVO FAZ MUITA FALTA
Imagem: Reprodução | Divulgação
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Dados da Filme B mostram que o volume da bilheteria brasileira no primeiro semestre de 2023 é acima do de 2022, porém abaixo do de 2019, o último ano antes da pandemia de Covid-19. Porém, o público dos filmes brasileiros foi 80% inferior a 2022 e absurdos 93% inferior a 2019.




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Para se ter uma ideia, o último filme nacional de sucesso foi Minha Mãe é uma Peça 3 que, lançado antes da pandemia, tornou-se uma das maiores bilheterias da história do Brasil com mais de 11,8 milhões de ingressos vendidos e R$ 185 milhões de arrecadação. Desde então, nenhum filme brasileiro conseguiu vender sequer 1 milhão de entradas.

E isso é um grande problema, pois o público nacional está disposto a retomar o hábito de ir ao cinema. Até o final de junho deste ano, foram vendidos mais de 60 milhões de ingressos para as salas do país, um aumento de 25% em relação aos 48,2 milhões do primeiro semestre de 2022. Porém, do total de entradas vendidas em 2023, menos de 620 mil foram para filmes brasileiros.

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De um modo geral, o ano de 2023 ainda fica pouco abaixo dos níveis pré-pandemia. Até o fim de junho de 2019 quase 91 milhões de ingressos tinham sido vendidos no país, 33% a mais do que em 2023.

Claro, mesmo em condições totalmente normais, seria difícil para que o atual ano chegasse perto dos números de 2019, pois tal ano trouxe blockbusters muito mais fortes do que qualquer um lançado este ano. Só o primeiro semestre teve as estreias de dois sucessos explosivos da Marvel: Capitã Marvel (9,04 milhões de espectadores e R$ 146,7 milhões de arrecadação) e a atual maior bilheteria da história do Brasil, Vingadores: Ultimato (19,7 milhões de ingressos e R$ 338,6 milhões de faturamento).

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Porém, afora os megahits Hollywoodianos, ainda havia uma indústria do cinema nacional capaz de produzir sucessos. Sim, mesmo naquela época a competição com os estrangeiros começava a ficar complicada graças à voracidade de corporações como a Disney e tudo apontava um cenário difícil, mas mesmo assim houveram seis filmes nacionais que venderam mais de 400 mil ingressos, dois que ultrapassaram a casa do um milhão e um deles com mais de 4 milhões, no caso, o bem sucedido Minha Vida em Marte (tecnicamente lançado no final de 2018, mas que fez a maior parte de sua bilheteria em 2019).

Já em 2023, a maior bilheteria para um filme nacional do ano foi Desapega, com apenas 153 mil ingressos vendidos.

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Enfim, os exibidores brasileiros não podem depender apenas do produto estrangeiro para se recuperar dos estragos causados pela pandemia. Filmes locais de grande porte ajudam a trazer mais pessoas para as salas e a aumentar o volume de ingressos vendidos, bem como fortalecer a cultura nacional.

A Lei Paulo Gustavo é um passo à frente na tentativa de reconstruir a indústria do cinema nacional. Mas é preciso sucessos capazes de atrair multidões às salas.

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