[CRÍTICA] Missa da Meia-Noite é enrolada, mas deixa mensagem

Leia a crítica de Missa da Meia-Noite - legadoplus

Se você ama terror, já sabe que Mike Flanagan trouxe para a Netflix sua mais nova série: Missa da Meia-Noite. O diretor é conhecido por diversos sucessos, como Hush – A Morte Ouve, A Maldição da Residência Hill e Mansão Bly, Doutor Sono e Ouija.

Obviamente com um nome tão requisitado desses, a gente pode esperar algo grandioso demais. E com isso, que a busca por Missa da Meia-Noite se torna cada vez maior. Uma vez sabendo que o criador de um grande sucesso da Netflix estava de volta.

Confira agora a crítica de Missa da Meia-Noite do Legado Plus:

A história de Missa da Meia-Noite

Um rapaz é condenado por ter atropelado uma moça e depois de cumprir a sua pena, ele decide retornar para uma pequena ilha onde cresceu. A Ilha de Crockett tem apenas 127 moradores, o que acaba deixando tudo mais estranho e curioso.

Ao mesmo tempo, um novo sacerdote desembarca na minúscula vila no meio do mar. E isso atiça ainda mais a curiosidade dos moradores do local. É quando milagres começam a acontecer e todos acreditam que foram escolhidos à dedo por Deus para serem seus sacerdotes. Sendo que as coisas podem enganar e muito.

Apesar do peso, a série é entediante

Sabemos que Mike Flanagan consegue brilhar em boas partes das suas premissas, fazendo com que a história se torne um verdadeiro marco inesquecível para quem o assiste. Porém, mesmo sendo o criador, diretor e roteirista de Missa da Meia-Noite, a história não é exatamente aquilo que você pensa.

É importante lembrar que além do nome de Flanagan metido na história, o elenco também merece seu grande reconhecimento. Temos Kate Siegel (Hush – A Morte Ouve), Samantha Sloyan (Grey’s Anatomy), Rahul Kohli (Supergirl) e outros nomes que não passam despercebidos. Um exemplo intrigante de personagem é o de Sloyan, que vive Bev Keane, uma beata que vai fazer você se identificar com a vida real.

Entretanto, isso não basta. A trama demora para engrenar e te levar onde você quer que chegue de fato. Ela ainda tenta jogar estranhos momentos, para que desperte a curiosidade em você. Porém, o tédio se faz presente e consegue fazer você desprender a atenção total da trama.

Em muitos momentos você pensa em desistir de acompanhar a série, justamente por momentos entediantes e que fazem você perder a vontade de assistir. Existem diálogos na série que são completamente extensos, beirando o desnecessário. Por mais que seja uma reflexão importante, ligado a religião, isso não consegue trazer sua atenção para Missa da Meia-Noite.

Uma importante mensagem está ali

Apesar disso, não dá pra negar que Missa da Meia-Noite traz um importante ponto, que faz você se questionar diversas vezes e fazer comparações com a vida real. Estamos falando dos fanáticos religiosos, que acreditam que apenas a religião e Deus pode tudo salvar.

É a apresentação de um falso profeta, que distorce todas as palavras sagradas, prega isso de modo errado e traz o mundo para o caos. Missa da Meia-Noite aborda isso de forma intrigante e interessante, tanto que é impossível você não sentir raiva de Bev, por exemplo.

Um outro detalhe é o fato do preconceito com outras religiões, uma vez que o xerife da cidade é muçulmano. Entretanto, em determinado momento quando ele pede para que seu filho seja incluso com sua religião no pequeno local, ele é silenciado por Bev e os outros moradores. O falso profeta está na Ilha de Crokett, espalhando inverdades, assim como o fato de que o xerife Hassan é chamado de terrorista por seguir uma religião diferente.

Se identificou ou lembrou de alguma situação, né? Esse é o principal ápice da premissa que Mike Flanagan traz para Missa da Meia-Noite. Ele consegue fazer um terror original, sem aquelas coisas de jump scares, como se fosse uma crítica camuflada na sua obra.

Veredito final de Missa da Meia-Noite

Apesar desses pontos, Missa da Meia-Noite vai te interessar caso você esteja muito animado para ver ou com um grande interesse na história. Porque, se não, você irá abandonar a série na metade. Isso porque, seus monólogos são grandes demais, como reflexões desnecessárias e que não se enquadram na trama, porque no final, você não vai se lembrar de metade das coisas que ouviu.

Mesmo tendo Mike Flanagan envolvido em toda a produção, essa é uma série que não pegou muito, por mais que a premissa dele seja interessante. Se você assistiu A Maldição da Residência Hill e Mansão Bly, irá se perguntar como que a mesma pessoa criou essas séries tão incríveis.

Portanto, veja Missa da Meia-Noite se estiver com muita vontade. Pois, dependendo do momento, nem assim a série irá te cativar para seguir até o fim.

A série chegou na Netflix no dia 24 de setembro e tem 7 episódios.

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Jornalista, apaixonada por cultura pop, fã de quadrinhos, alucinada por séries. Fiz do meu amor profissão e hoje sigo escrevendo sobre aquilo que eu mais amo. Adoro um bom filme de terror, mas no fim, fico mais assustada que todo mundo no grupo.
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