[CRÍTICA] Beau Tem Medo é curioso, maluco e te instiga a refletir, buscando respostas

O Legado Plus assistiu a Beau Tem Medo, novo filme de Ari Aster com Joaquin Phoenix como personagem principal. Confira o que achamos do novo longa:

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A grandiosidade de Ari Aster é conhecida principalmente por seus filmes Midsommar e Hereditário. Com toda certeza, muita gente ficou fissurada tentando entender quais eram as mensagens que os longas queriam passar. E não será diferente com a experiência em Beau Tem Medo, novo filme do diretor.

Escrito e dirigido por Aster, o longa te leva em uma maluca narrativa que faz você questionar muitas coisas. Faz a reflexão estar dentro de si buscando encontrar o verdadeiro motivo por trás do longa, mesmo com as pessoas interpretando de formas diferentes. Confira o que o Legado Plus achou de Beau Tem Medo sem spoilers.

A história de Beau Tem Medo

Para que você que não sabe do que se trata, no filme nós acompanhamos a história de Beau, um rapaz que faz terapia e vive em um bairro completamente insano – com assassinatos, pessoas dançando e muita droga. Mesmo o lugar parecendo uma amostra do inferno, é no apartamento humilde que ele encontra seu refúgio.

Entretanto, os problemas começam a surgir quando ele liga para sua mãe e descobre que ela morreu. Daí em diante, vemos Beau em uma grandiosa saga para chegar até o funeral, passando por inúmeros problemas, desafios e momentos insanos. E é aqui que a trama fica completamente fora da casinha, a ponto de te deixar maluco das ideias.

Você ficará com um nó na cabeça

Nem todo filme é obrigado a ter uma mensagem ou interpretação por trás dele, mas Ari Aster quis ir além e usar todos esses elementos para trazer Beau Tem Medo para os cinemas. É unanimidade: possivelmente que você não vai entender nada do filme (e tá tudo bem), para quando ele chegar ao fim, você ficar martelando sobre o que pode ser e qual é a mensagem que ele quer passar.

A gente entende alguns pontos logo de começo, como: a ansiedade que consome Beau, os pesadelos que o perseguem (ou seria algo que aconteceu mesmo?) e a culpa que o assola. O ritmo do filme faz com que você quando começa a achar que compreendeu o que está acontecendo, você volte para o início e fique ‘tudo bem, agora eu me perdi de vez’.

Ele é um filme que vai dividir opiniões, você precisa de um tempo para absorver o que acontece nessas três horas de duração. O que inclusive pode ser um verdadeiro incômodo, já que há momentos que você sente que o filme é muito maçante e parece que ele não passa. Apesar disso, você consegue entrar na trama e tudo na tentativa de entender o que se passa com Beau.

Ele é uma pessoa com a saúde mental fragilizada por traumas em sua vida, que fazem girar a chave e dar motivos para que ele tenha tanto medo do mundo (realmente, Beau tem medo). Entretanto, além das tentativas, que muitas vezes podem ser falhas, de captar o que acontece em sua mente confusa, você quer entender o que no fim das contas aquilo significa.

Provavelmente você não vai compreender logo de cara, precisando absorver tudo e colocar as ideias no lugar. Para depois sentar, repassar o que você viu e tentar entender através da sua interpretação. Já que o filme pode representar qualquer coisa dependendo da visão de quem o assiste. Apesar de deixar sua cabeça completamente confusa, ele é um filme maluco e que vai te prender na espera do ápice.

Beau é um ser fragilizado com seus medos, traumas e culpas. Por isso, sua mente é um completo mar de confusão (assim como o filme em si), porque no fundo ele só queria estar seguro. Em paz. Mas, nem mesmo em seus pensamentos ele consegue, o que isso é representado no longa de forma sutil, mas fácil de captar.

Portanto, se você gosta de criar teorias, interpretações e buscar respostas para perguntas não respondidas, Beau Tem Medo é para você. Principalmente se você gosta deste estilo de filme, porque nem todo mundo vai gostar. Vale a pena dar uma chance ao longa nos cinemas e tentar encontrar uma saída neste labirinto que pode te deixar com dor de cabeça.

Beau Tem Medo chega hoje (20) aos cinemas de todo o país.

Jornalista, apaixonada por cultura pop, fã de quadrinhos, alucinada por séries. Fiz do meu amor profissão e hoje sigo escrevendo sobre aquilo que eu mais amo. Adoro um bom filme de terror, mas no fim, fico mais assustada que todo mundo no grupo.
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