Matrix Resurrections tem estreia desastrosa nos EUA

Matrix Resurrections tem estreia desastrosa nos EUA

Será que as pessoas ainda vão ao cinema ver outras coisas que não sejam filmes de super-heróis? Os estúdios hollywoodianos seguem tentando atrair a audiência com opções que não...

 Matrix Resurrections tem estreia desastrosa nos EUA

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Será que as pessoas ainda vão ao cinema ver outras coisas que não sejam filmes de super-heróis? Os estúdios hollywoodianos seguem tentando atrair a audiência com opções que não sejam a Marvel, mas a situação não está boa.

É o caso de Matrix Resurrections. Quarto longa da franquia que marcou a cultura pop no final dos anos 1990 e início dos 2000, o filme arrecadou US$ 22,5 milhões desde sua estreia na quarta-feira, sendo que deste total US$ 12 milhões vieram no fim de semana. 

Trata-se de mais uma estreia desastrosa da Warner em 2021. O estúdio que praticamente iniciou a recuperação dos cinemas com o lançamento de Godzilla vs Kong em março agora tem sofrido fracasso atrás de fracasso, desde blockbusters caros como O Esquadrão Suicida e Mortal Kombat até filmes menores como Em Um Bairro de Nova York, King Richard: Criando Campeãs, Maligno, Cry Macho: O Caminho para a Redenção… Aliás, apenas dois filmes da Warner arrecadaram mais do que US$ 75 milhões na bilheteria doméstica em 2021, o próprio GvK e Duna

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Claro, a estratégia do estúdio esse ano foi a de lançar seus filmes ao mesmo tempo no cinema e na HBOMax. Combine esta disponibilidade simultânea no streaming e no cinema com o fato de que o calendário do estúdio do ano não trazia nenhum blockbuster muito poderoso de suas principais marcas (DC, Harry Potter, etc) e você tem um ano lamentável. Ainda assim, se a estreia simultânea ao menos tiver trago novos assinantes para o streaming da Warner, então ao menos terá compensando a performance mais fraca nas salas.

Filmes da Warner de 2021 foram em sua maioria fracassos, incluindo Matrix Resurrections

Voltando a Matrix Resurrections, tal filme era uma perspectiva arriscada desde o início. Para começar, os últimos capítulos da franquia foram lançados há 18 anos atrás, de modo que ela não é famosa entre os cinéfilos mais jovens. Para piorar, a recepção de Resurrections dividiu os críticos e o público. Afinal, para que pagar para ver um longa do tipo “ame ou odeie” nos cinemas enquanto na sala ao lado a Marvel lança mais um aclamado blockbuster?

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Por conta disso, a indústria prevê que Resurrections saia de cartaz com menos de US$ 50 milhões nos EUA, pouco acima do que o primeiro filme arrecadou (US$ 37 milhões) em seus primeiros cinco dias – e isso em 1999, quando o preço dos ingressos era bem abaixo do que hoje em dia. É bom que Hollywood ainda esteja disposta a lançar filmes mais arriscados do que a típica aventura do MCU, mas com resultados ruins de público e crítica, até quando?

A semana ainda teve uma série de outros estreantes, levando ao final de semana mais movimentado nas bilheterias americanas desde o início da pandemia. O maior deles foi a animação Sing 2, que arrecadou bons US$ 39,4 milhões entre quarta e domingo, sendo que US$ 24 milhões foram no próprio final de semana. Trata-se de uma abertura decente considerando a situação. Como comparativo, o primeiro Sing faturou US$ 56 milhões entre quarta e domingo durante sua abertura em dezembro de 2016 (portanto, anos antes da pandemia), vindo a sair de cartaz com US$ 270 milhões logo enquanto enfrentava o blockbuster da Disney Rogue One

Ninguém espera que este segundo Sing atinja uma bilheteria final similar à do primeiro, porém a sequência tem grandes chances de se tornar a primeira animação infantil desde o início da pandemia a ultrapassar a marca de US$ 100 milhões na bilheteria doméstica – o que só ressalta o quanto os longas para crianças foram prejudicados pelo coronavírus.

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Finalmente, King’s Man: A Origem também estreou nas salas… e ninguém ligou. O longa arrecadou apenas US$ 10 milhões entre quarta e domingo nos EUA após dois anos sendo adiado por conta da pandemia. Trata-se de mais um fracasso seguido da 20th Century Studios (o estúdio antes conhecido como Fox e que hoje é apenas mais uma aquisição da Disney) após o fiasco de Amor, Sublime Amor. Estou certo que Bob Chapek, CEO da Disney, preferiria que todos esses flops fossem direto para o streaming, porém acordos antigos da Fox com a HBO impedem isso por enquanto.

Será que a Casa do Mickey vai ter que esperar até Avatar 2 para que a 20th Century finalmente lance um megahit nas bilheterias?

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