BILHETERIA BRASIL: Angry Birds 2 tem estreia ruim, Bacurau permanece no Top 10!

BILHETERIA BRASIL: Angry Birds 2 tem estreia ruim, Bacurau permanece no Top 10!

Com Coringa dominando as salas de exibição no país e quebrando recordes, fica fácil esquecer que há outros longas em cartaz no Brasil. Ainda assim, o último fim de...

 BILHETERIA BRASIL: Angry Birds 2 tem estreia ruim, Bacurau permanece no Top 10!

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Com Coringa dominando as salas de exibição no país e quebrando recordes, fica fácil esquecer que há outros longas em cartaz no Brasil. Ainda assim, o último fim de semana foi notável para diversos filmes.

 

A outra estreia da semana afora o palhaço homicida da DC foi Angry Birds 2: O Filme, a animação infantil baseada no (até uns anos atrás) popular jogo de celulares. O desenho, que aqui no Brasil tem as vozes de Marcelo Adnet e Fábio Porchat, foi até bem elogiado pelos críticos lá fora, o que é quase inacreditável para um filme baseado em games. Ainda assim, isso não bastou para que o longa fosse um sucesso por aqui: ele levou apenas 204 mil espectadores aos cinemas e faturou R$ 3,2 milhões

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Trata-se de uma estreia inferior à do primeiro filme, que abriu com 592 mil ingressos e um faturamento de R$ 9,2 milhões. Aliás, é uma das piores estreias em geral para um desenho da Sony Pictures Animation, com números inferiores até mesmo aos de coisas como Tá Chovendo Hambúrguer 2, Os Smurfs e a Vila Perdida, Emoji: O Filme (!) e os longas da franquia Hotel Transilvânia. E o caminho não deve ser fácil para Angry Birds 2, que nas próximas semanas enfrenta um concorrente peso pesado no ramo dos filmes familiares: a fantasia da Disney Malévola 2: A Dona do Mal.

 

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Falando nisso, em terceiro lugar temos outro longa infantil, a animação da DreamWorks Abominável, que em sua segunda semana levou mais 124 mil pessoas aos cinemas e faturou mais R$ 2 milhões, com um total agora de 586 mil ingressos e R$ 9,4 milhões de bilheteria. Tal longa foi o líder na semana passada aqui no Brasil, embora tenha aberto com números fracos para a DWA. 

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Ao longo desta década, as maiores estreias do estúdio por aqui foram às de filmes que já pertenciam a franquias famosas, como as continuações de Como Treinar seu Dragão, Kung Fu Panda, Gato de Botas, o terceiro Madagascar e o spin-off dos Pinguins, e por aí vai. Já os longas originais da DWA dos últimos anos foram incapazes de levar mais de 600 mil pessoas aos cinemas no primeiro fim de semana, com exceção do surpreendentemente bem sucedido O Poderoso Chefinho. E mesmo nessas condições adversas, Abominável ainda conseguiu surpreender negativamente, tendo uma abertura brasileira mais na linha com as de alguns dos mais notórios fiascos da DreamWorks, como Turbo, As Aventuras de Peabody e Sherman e As Aventuras do Capitão Cueca: O Filme

 

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Claro, eventualmente Turbo e Peabody e Sherman conseguiram se recuperar e desempenharam decentemente nas semanas seguintes, encerrando suas carreiras com mais de 1 milhão de ingressos vendidos. Mas isso foi em outros tempos, quando o streaming ainda não havia se popularizado como opção de entretenimento infantil infinito para crianças. Já o mais recente Capitão Cueca só despencou após sua abertura, algo que também acometeu Abominável, que caiu 53% no público em relação à abertura. Se continuar neste ritmo, o simpático filme da DWA vai sair de cartaz com menos de 900 mil espectadores.

 

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Na quarta posição, temos a estreia da comédia nacional adolescente Ela Disse, Ele Disse, que levou 68 mil pessoas aos cinemas e faturou R$ 1,1 milhão. Infelizmente, tal longa ficou bem abaixo das aberturas de outros longas nacionais voltados para meninas adolescentes, como os sucessos Tudo por um Pop Star (385 mil ingressos na estreia), É Fada! (377 mil ingressos), Fala Sério, Mãe! (334 mil ingressos) e mesmo Confissões de Adolescente (182 mil ingressos) e o recente Cinderela Pop (112 mil ingressos), também estrelado por Maísa Silva. Sua abertura foi mais parecida com a de Desenrola, que estreou com 71 mil espectadores e saiu de cartaz com pouco mais de 330 mil. 

 

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Por outro lado, filmes desse subgênero costumam ter uma carreira bastante longa nas bilheterias. Uma performance mais parecida com a de É Fada! leva Ela Disse, Ele Disse a sair de cartaz com um público de 310 mil pessoas. Caso o filme tenha uma performance tão brilhante quanto a de Fala Sério, Mãe! (que, tal como Ela Disse, Ele Disse, também foi inspirado numa obra de Thalita Rebouças), cujo fim de semana respondeu por apenas 11% de sua bilheteria final, então ele encerra sua carreira com bons 614 mil ingressos, firmando-se como um dos maiores filmes nacionais do ano e superando Cinderela Pop.

 

Em quinto lugar, mais uma decepção nas bilheterias nacionais, embora desta vez voltada para um público adulto: em sua segunda semana, Ad Astra: Rumo às Estrelas levou mais 60 mil pessoas e faturou R$ 1,3 milhão, para um total de 295 mil ingressos e R$ 5,6 milhões de faturamento. Se comparado com outras ficções científicas cerebrais de grande orçamento dos últimos anos, o longa fica bastante atrás dos desempenhos brasileiros de Blade Runner 2049 e Interestelar (que já haviam atingido públicos acima dos 600 mil em suas segundas semanas) e apenas um pouco acima do fracasso do ano passado O Primeiro Homem (que chegou à segunda semana com 241 mil ingressos). Além disso, certamente impactado por Coringa, que lhe retirou salas e a atenção do público adulto, Ad Astra despencou 60% em comparação com a semana passada. Nesse ritmo, o drama espacial estrelado por Brad Pitt não vai atingir nem 400 mil espectadores, a despeito das ótimas críticas.

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Na sexta posição, o ultraviolento Rambo: Até o Fim também foi esmagado por Coringa, uma vez que os espectadores adultos foram procurar seu entretenimento sombrio e cheio de sangue com o palhaço da DC. Tendo levado 54 mil pessoas aos cinemas neste fim de semana e faturado R$ 940 mil, o herói de ação de Sylvester Stallone agora soma um público de 707 mil pessoas, tendo arrecadado R$ 11 milhões. Pelo lado positivo, o quinto filme do personagem já alcançou um desempenho no Brasil superior ao do quarto, que encerrou sua carreira com fracos 420 mil ingressos e R$ 3,4 milhões, lá no início de 2008. Pelo negativo, Até o Fim obteve em três semanas de exibição um público pouco maior do que o alcançado por Rambo III em seu fim de semana de estreia… em 1988! Sim, o terceiro longa do personagem estreou com 594 mil espectadores, o recorde de maior abertura para a época, que se manteve por 13 anos, até a chegada de Harry Potter e a Pedra Filosofal em 2001. 

 

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Em sétimo lugar, It: Capítulo Dois levou mais 41 mil pessoas aos cinemas e faturou mais R$ 738 mil. No total, o embate final do Clube dos Otários com o vilanesco Pennywise alcançou um faturamento de ótimos R$ 46,8 milhões e pouco mais de 3 milhões de ingressos vendidos. Este segundo longa não vai alcançar números similares aos do primeiro It, e aliás é evidente que o outro palhaço assassino em cartaz prejudicou It 2 (o primeiro longa, em sua quinta semana, vendia 190 mil ingressos). Ainda assim, os dois filmes d’A Coisa criada por Stephen King já figuram entre as maiores bilheterias brasileiras para um filme de terror de todos os tempos. 

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Falando em terror, o oitavo lugar é ocupado por Predadores Assassinos, que trata sobre um pai e uma filha precisando sobreviver a crocodilos após um furacão. Surpreendentemente bem recebido pela crítica, o filme já alcançou decentes 196 mil espectadores por aqui no país.

 

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As duas últimas posições são ocupadas por filmes nacionais. Em nono lugar, Vai que Cola 2: O Começo levou mais 26 mil espectadores aos cinemas em sua quarta semana e agora possui um público de pouco menos de 760 mil, tendo faturado R$ 11,2 milhões. Trata-se de um desempenho consideravelmente inferior ao do primeiro Vai que Cola, que em 2015 havia vendido mais de 2,7 milhões de ingressos após quatro semanas em cartaz. Trata-se de mais uma continuação da Globo Filmes a sofrer uma queda bastante severa entre um filme e outro, tal como aconteceu com O Candidato Honesto 2 (público de 560 mil, enquanto o primeiro obteve 2,3 milhões), Crô em Família (público de 484 mil contra 1,72 milhão do primeiro) e De Pernas pro Ar 3 (público de 1,82 milhão contra 4,79 milhões do segundo). Talvez os globais não devessem esperar tantos anos antes de lançar a sequência?

 

Já em décimo lugar, temos o muito discutido Bacurau. O aclamado drama dos diretores pernambucanos Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, que tem se mantido vivo graças a uma intensa campanha nas mídias sociais, com fãs incentivando outros que vão assistir ao longa, levou mais 24 mil pessoas aos cinemas e faturou pouco mais de R$ 420 mil em seu sexto fim de semana em cartaz. No total, ele possui R$ 9,5 milhões arrecadados e 597 mil ingressos vendidos. Tanto em público quanto em renda, trata-se da maior bilheteria de Mendonça Filho até o momento, superando O Som ao Redor (faturamento de R$ 991 mil e 96 mil ingressos) e Aquarius (faturamento de R$ 5,2 milhões e 360 mil ingressos).

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Bilheteria Brasil de 03/10/2019 a 06/10/2019:

 

Filme Semanas em cartaz Renda na semana (em R$) Público na semana Renda acumulada (em R$) Público acumulado
1- Coringa 1 29.506.430 1.674.513 31.625.060 1.804.314
2- Angry Birds 2: O Filme 1 3.268.939 204.459 3.268.939 204.459
3- Abominável 2 2.071.191 124.460 9.454.023 586.161
4- Ela Disse, Ele Disse 1 1.102.826 68.073 1.102.826 68.073
5- Ad Astra: Rumo às Estrelas 2 1.292.054 60.717 5.696.145 295.598
6- Rambo: Até o Fim 3 938.471 53.907 11.052.409 707.414
7- It: Capítulo Dois 5 738.314 41.642 46.801.665 3.089.679
8- Predadores Assassinos 2 510.449 30.261 3.003.665 196.912
9- Vai que Cola 2: O Começo 4 454.392 26.136 11.281.975 754.488
10- Bacurau 6 422.152 24.336 9.473.831 597.701

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