Star Wars: A Ascensão Skywalker tem a pior estreia da trilogia no Brasil!

Star Wars: A Ascensão Skywalker tem a pior estreia da trilogia no Brasil!

Tal como houve nos EUA, no Brasil a nova trilogia da lendária franquia Star Wars veio tendo aberturas consecutivamente menores a cada novo Episódio. Com a diferença de que,...


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Tal como houve nos EUA, no Brasil a nova trilogia da lendária franquia Star Wars veio tendo aberturas consecutivamente menores a cada novo Episódio. Com a diferença de que, se na América do Norte todos os três filmes figuram entre os maiores fins de semana de estreia da história, por aqui suas estreias empalidecem quando comparadas com outros blockbusters.

 

A Ascensão Skywalker estreou no Brasil na última quinta-feira em primeiro lugar, com um faturamento de R$ 22,3 milhões e levando quase 1,1 milhão de pessoas aos cinemas. Trata-se da sétima maior bilheteria de estreia no país em 2019, atrás de Vingadores: Ultimato, O Rei Leão, Capitã Marvel, Toy Story 4, Homem-Aranha: Longe de Casa e Coringa, bem como o oitavo maior público de estreia este ano, perdendo para os filmes citados e para Nada a Perder 2.

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Infelizmente, não possuímos dados disponíveis sobre os primeiros finais de semana no Brasil dos três clássicos filmes da franquia lançados nos anos 1970 e 1980. Porém, comparando com os outros longas da saga espacial produzidos desde 1999 em diante (a trilogia Prequel dirigida por George Lucas e os cinco filmes distribuídos pela Disney até o momento), A Ascensão Skywalker obteve a terceira melhor estreia da série tanto em público quanto em faturamento, logo atrás de seus dois predecessores, O Despertar da Força (R$ 33 milhões e 1,89 milhão de ingressos vendidos) e Os Últimos Jedi (R$ 23,5 milhões e 1,21 milhão de ingressos). 

 

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Quanto às controversas prequelas, A Ameaça Fantasma chegou no país em junho de 1999 levando 554 mil pessoas aos cinemas, a segunda maior estreia na época, enquanto Ataque dos Clones estreou em julho de 2002 com um público de 459 mil pagantes e A Vingança dos Sith vendeu 560 mil ingressos em seu primeiro fim de semana, em maio de 2005. Após a compra pela Disney, o primeiro spin-off Rogue One: Uma História Star Wars teve um público de estreia de 969 mil pessoas em dezembro de 2016, enquanto o segundo, Han Solo, foi um desastre e vendeu míseros 240 mil ingressos ao estrear em maio de 2018 (embora sua abertura tenha ocorrido bem durante a greve dos caminhoneiros).

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Além disso, tanto em público quanto em renda, A Ascensão Skywalker obteve o quarto melhor fim de semana de abertura para o mês de dezembro, logo atrás dos Episódios anteriores da franquia e de Aquaman (R$ 28,5 milhões e 1,6 milhão de ingressos). Portanto, o filme obteve uma abertura maior que a de diversos outros blockbusters de fantasia hollywoodianos (como a trilogia O Hobbit ou o sucesso de James Cameron Avatar) e a de diversas comédias nacionais (Minha Vida em Marte, Até que a Sorte nos Separe 2, Minha Mãe é uma Peça 2) que estrearam em Natais passados.

 

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Vista por si só, é uma abertura promissora. Porém, se levarmos em consideração o histórico da franquia no país, podemos imaginar que A Ascensão Skywalker não terá uma carreira muito longa nas bilheterias brasileiras. Veja, quando A Ameaça Fantasma chegou ao país há mais de 20 anos, o filme saiu de cartaz com um público de 3,46 milhões de pessoas, o segundo maior daquele ano (atrás de O Sexto Sentido). Ou seja, 16% de sua audiência o assistiu em seu primeiro fim de semana, dentro da média da época para filmes de ação, fantasia e aventura (A Múmia, Matrix e Independence Day também ficaram entre 15% e 16%, enquanto Máquina Mortífera 4 ficou em 18,4%). 

 

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Porém, nos filmes posteriores da saga dos Jedi, a proporção do público total do filme que o assistia em seu primeiro fim de semana foi só crescendo: 21,9% em Ataque dos Clones, 23,8% em A Vingança dos Sith, chegando a incríveis 28% em O Despertar da Força. É um valor bem acima da média para 2015. Como comparação, apenas 23% do público final de Vingadores: Era de Ultron, Velozes & Furiosos 7 e Jurassic World, que estrearam naquele mesmo ano, assistiram a tais filmes na abertura.

 

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E a situação só piorou desde então, com Rogue One, Os Últimos Jedi e Han Solo todos encerrando suas carreiras com proporções entre 33% e 34%, ficando sempre entre as piores do ano para filmes de grande orçamento. Em outras palavras: com o passar do tempo, Star Wars foi se tornando cada vez mais uma saga quase que exclusivamente para fãs e aficionados por fantasia e ficção científica. Enquanto isso, franquias como o MCU e os filmes da DC expandiram seu público para muito além dos ditos “nerds”. Só em 2019, Ultimato tornou-se a maior bilheteria da história no Brasil tanto em renda quanto em público (quebrando o recorde de Titanic) enquanto Longe de Casa e Coringa tornaram-se os maiores faturamentos da história de seus respectivos estúdios (Sony e Warner) no Brasil.

 

Embora a saga de fantasia e ficção científica criada por George Lucas nos anos 1970 tenha retornado com toda a pompa e circunstância quatro anos atrás, hoje em dia seu retrato no Brasil é de aberturas menores e porcentagens do público que assistiu ao longa na abertura cada vez maiores. Sim, O Despertar da Força saiu de cartaz com 6,7 milhões de ingressos vendidos, o quarto maior filme de 2015 e maior bilheteria da saga no país, tanto em público quanto em renda. No entanto, Rogue One vendeu apenas 2,8 milhões de ingressos, menos do que os dois filmes do Homem-Formiga, a despeito de ter tido uma estreia superior a ambos. 

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Os Últimos Jedi saiu de cartaz com 3,52 milhões de ingressos, um público inferior ao de coisas como Piratas do Caribe: A vingança de Salazar, os dois filmes da série Animais Fantásticos, o drama edificante Extraordinário e a comédia familiar Jumanji: Bem-Vindo à Selva – estes dois últimos tendo estreado próximos ao oitavo Episódio, e com orçamentos bem menores. Por muito pouco Os Últimos Jedi superou o público de A Ameaça Fantasma, tornando-se o terceiro filme da franquia que mais vendeu ingressos no país atrás dos Episódios VII e IV (4,46 milhões de pagantes em 1978) – até onde sabemos, pois não consegui encontrar dados sobre a bilheteria brasileira de O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi.

 

Enfim, voltando ao nono longa, se formos otimistas e imaginarmos que A Ascensão Skywalker vai ter um desempenho similar ao de O Despertar da Força (que, novamente, não é tão bom quando comparados a outros mais bem sucedidos blockbusters de super-heróis, mas é o melhor que a franquia pode esperar nesse momento), o filme sai de cartaz com 3,91 milhões de ingressos vendidos, tomando do Episódio VIII o posto de terceiro filme mais assistido da franquia no país. Já uma performance similar à Rogue One e Os Últimos Jedi leva o longa a cerca de 3,2 milhões de ingressos, o que o tornaria o quinto maior público da franquia no país. 

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As próximas semanas vão nos dar mais pistas de como o filme irá se sair na bilheteria brasileira, então acompanhe conosco!

Bilheteria Brasil de 19/12/2019 a 22/12/2019:

 

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Filme Semanas em cartaz Renda na semana (em R$) Público na semana Renda acumulada (em R$) Público acumulado
1- Star Wars: A Ascensão Skywalker 1 22.391.227 1.099.030 22.391.227 1.099.030
2- Malévola: Dona do Mal 10 946.793 74.614 90.759.253 5.743.188
3- Entre Facas e Segredos 2 1.224.043 60.596 6.731.735 380.633
4- Brincando com Fogo 2 869.870 53.675 3.204.678 247.753
5- Playmobil: O Filme 1 792.967 46.158 2.210.557 147.545
6- Os Parças 2 4 659.427 39.016 17.779.189 1.241.856
7- Crime Sem Saída 2 506.325 28.404 3.399.524 235.540
8- A Família Addams 8 269.437 18.266 24.059.604 1.592.010
9- Uma Segunda Chance para Amar 4 227.924 12.890 7.591.010 502.264
10- Mais que Vencedores 5 175.504 10.900 9.265.367 708.295

 

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