[CRÍTICA] Chucky é um festival de matança e aclamação

O Legado Plus já assistiu ao último episódio de Chucky e traz todas as impressões nesta crítica para o público. Confira:

Confira a crítica de Chucky, a série do brinquedo assassino - legadoplus
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Quando disseram que Chucky se tornaria uma série, os mais céticos – e fãs do brinquedo assassino – retorceram o rosto, principalmente por não acreditar que a ideia daria certo. Mas, como um incrível acerto, Don Mancini conseguiu deixar a história atual (sem aquela bizarrice do reboot com o boneco no Wi-Fi), explorar o passado de Charles Lee Ray e fazer a crítica aclamar por uma série do boneco Good Guy.

O Legado Plus já conferiu todos os episódios de Chucky e fala um pouco mais do que a trama, que deixou muita gente pedindo por mais, trouxe em seus episódios semanais. Confira agora mesmo tudo o que achamos sobre a série.

Chucky é um verdadeiro acerto depois de alguns erros

Não é preciso nem dizer que muitos fãs ficaram com medo do que Don Mancini poderia inventar de trazer para uma série de TV, por já existir diversas histórias do brinquedo assassino. Será que tinha como introduzir mais? Sim, a mente genial de Mancini conseguiu transformar Chucky num misto de matança e aclamação jamais vista.

A história simplesmente te leva a dois paralelos: um novo personagem e a exploração de um antigo conhecido. Enquanto vemos Jake tentando ser corrompido por um boneco apaixonado por mortes, entendemos também como que Charles Lee Ray se tornou o famoso serial killer. E no meio disso tudo ainda cabe tantos detalhes que complementam a série, que faz você pedir por mais.

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Esse novo capítulo na história de Chucky consegue juntar histórias do passado, com personagens que já conhecemos (como Andy Barclay, Tiffany Valentine, Nica Pierce). E cada um deles complementa o horror que Chucky cria, de modo tão natural que faz a gente querer por mais. Torcer por mais. Vibrar, mesmo que alguns deles estejam do lado errado.

Enquanto isso, com os novos personagens, você consegue sentir uma empatia do tamanho do mundo. A ponto de torcer para Chucky matar algumas pessoas que ‘incomodam’. A história de Jake, apesar de no início parecer forçada, como uma desculpa, se desenrola muito bem, o que se mantém na trama. Você nota a evolução e como ele está disposto a lutar contra o que ele mesmo causou.

Mas, um ponto principal a ser citado aqui é a evolução da personagem Lexy. A garota, filha da prefeita de Hackensack, consegue tirar qualquer um do sério. A ponto de você implorar para que Chucky enfie uma faca de uma vez nela. Entretanto, conforme os episódios vão se passando, você vê uma garota mimada dando espaço para uma pessoa empática, que entende que está correndo perigo. E que fará de tudo para salvar seus amigos.

Entretanto, uma reclamação a ser feita é o personagem de Junior. O garoto não agrega muita coisa na série, além de ser um verdadeiro babaca e você pedir para que ele, sim, morra de uma vez. Mesmo com a cabeça afetada, deixando se levar pelo boneco, não funciona. Chega a dar um alívio quando o personagem dele tem um final ok, que se fosse aquilo ou de outra forma, não mudaria muita coisa.

O principal: as mortes

Quando nós falamos de Chucky, a primeira coisa que vem na nossa cabeça são as formas que o serial killer preso no corpo de um boneco encontra para matar suas vítimas. Na série, apesar de previsíveis, muitas das mortes são exatamente naquele estilo que a gente conhece do boneco assassino.

Ele mostra que não tem dó, que não está nem aí para nada nem ninguém. O que ele apenas quer é saciar sua sede de sangue e nada mais além do que isso. Uma outra coisa, ligada aos assassinatos, que chama muito atenção é o fato dele conseguir ser tão manipulável, que ele parece o dono da verdade.

 

Chucky tem esse poder em mãos: a manipulação, a persuasão, o que faz o personagem se entregar a ele de uma vez. Foi assim com Tiffany, com Jake e qualquer outro personagem que cruzasse seu caminho e ele quisesse trazer para o seu lado.

Participações especiais

Todo fã que se preze de uma franquia praticamente implora por participações que encantem a gente. E com Chucky não seria diferente. Como a história é canônica na trama do personagem, não seria surpresa ver alguns nomes conhecidos. Mas foi. Uma incrível e bacana surpresa.

Ter Andy, Tiffany, Kylie e Nica linkados diretamente a história do boneco Good Guy traz um peso a mais para quem assiste e conhece a história do personagem. Isso porque, querendo ou não, quem acompanha a franquia desde o começo, se recorda desses nomes e sabe o quanto eles são importantes na história de Chucky.

E, também, mesmo não aparecendo, quem deixou sua marca registrada, foi Glen/Glenda. Para quem não se lembra, no filme de mesmo nome, Tiffany e Chucky descobrem ter um filho. Naquela questão, a discussão do gênero não-binário entra em pauta. Mesmo sendo apenas mencionado, a surpresa foi enorme para quem acompanha a franquia.

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Se você estava com o pé atrás, pode se jogar de cabeça em Chucky. Don Mancini foi esperto o suficiente para inovar, trazer uma pauta atual (mesmo que não dê tanto as caras na trama) e casar o antigo com o novo em uma série que chamou atenção de geral.

Parece que tudo foi minimamente pensado para o fã, mas também, para aqueles que querem conhecer a história do personagem mais de perto. Chucky, com toda certeza, foi a surpresa de 2021 e abraçou o público fã de terror.

A série estreou no dia 12 de outubro e foi exibida pelo SYFY. Uma segunda temporada já está prevista para o ano que vem. Aqui no Brasil, o seriado está sendo exibido pelo Star+.

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