Bilheteria EUA: Novo filme de James Wan, Maligno fracassa nos cinemas

Bilheteria EUA: Novo filme de James Wan, Maligno fracassa nos cinemas

O diretor James Wan, que agora lança Maligno, já conseguiu salvar anteriormente duas franquias diferentes do abismo. Primeiro, conseguiu terminar Velozes & Furiosos 7 apesar da morte precoce de...

 Bilheteria EUA: Novo filme de James Wan, Maligno fracassa nos cinemas

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O diretor James Wan, que agora lança Maligno, já conseguiu salvar anteriormente duas franquias diferentes do abismo. Primeiro, conseguiu terminar Velozes & Furiosos 7 apesar da morte precoce de Paul Walker e transformá-lo em um monstro de bilheteria que faturou US$ 1,51 bilhão. Depois dirigiu Aquaman, que se tornou o primeiro filme da DC desde O Cavaleiro das Trevas Ressurge a bater a marca do bilhão, ajudando o DCEU a se recuperar do fracasso humilhante de Liga da Justiça (de Joss Whedon) no ano anterior.

No entanto, apesar de também estar comandando a sequência de Aquaman, o gênero em que o diretor mais gosta de trabalhar é o terror. Ele comandou três dos mais importantes longas de terror hollywoodianos da década, Jogos Mortais, Sobrenatural e Invocação do Mal (bem como a sequência deste último, lançada em 2016). Por isso, no intervalo entre uma aventura do Rei de Atlântida e outra, Wan dirigiu mais um filme aterrorizante, o tal Maligno

No entanto, apesar da recepção relativamente positiva dos críticos (74% no Rotten Tomatoes até domingo à noite), as sessões do longa nos EUA foram em sua maioria com salas quase vazias. Ele arrecadou apenas US$ 5,57 milhões na América do Norte entre sexta e domingo, ficando em terceiro lugar no ranking dos mais assistidos atrás de Shang-Chi e Free Guy.

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É um resultado desastroso considerando que seu orçamento (US$ 40 milhões) foi relativamente alto para um filme de horror. Trata-se de uma abertura bem abaixo da de outros filmes do gênero lançados este ano, como Invocação do Mal 3 (US$ 24,1 milhões), A Lenda de Candyman (US$ 22 milhões), O Homem nas Trevas 2 (US$ 10,6 milhões) e até mesmo dos fracassos Escape Room 2: Tensão Máxima e Espiral: O Legado de Jogos Mortais (ambos com pouco mais de US$ 8 milhões).

E como isso aconteceu? Pode ser que a campanha de marketing da Warner, que precisava esconder as bizarras e inesperadas reviravoltas do filme, acabou não conseguindo diferenciá-lo dos vários outros filmes de terror lançados em 2021. Afinal, com diversos longas assustadores estreando juntos, como distinguir Maligno dos outros? Para o público em geral, o filme parecia ser mais um terror qualquer – e, portanto, não necessitava de ser visto nos cinemas.

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E aí entra outro ponto que prejudicou os números do longa: a estreia simultânea no streaming. Todos os filmes da Warner do ano estão sendo lançados day-and-date na HBO Max (ao menos nos EUA). Assim, apesar da estratégia ter ajudado os cinemas a se manterem vivos no início do ano, quando ainda havia muitas incertezas geradas pela pandemia e os outros estúdios não estavam seguros de lançar seus maiores blockbusters, agora está só prejudicando a carreira que os longas poderiam ter no cinema.

De junho para cá, a Warner tem acumulado fracassos de bilheteria: Em um Bairro de Nova York, Space Jam: Um Novo Legado (que foi caro demais), O Esquadrão Suicida (também caro demais), Caminhos da Memória e agora este Maligno. Todos têm em comum o fato de terem estreado simultaneamente na HBO Max. Enquanto isso, a Disney (com Shang-Chi e Free Guy), a Universal (com Velozes & Furiosos 9) e a Paramount (com Um Lugar Silencioso: Parte 2) colhem os sucessos cinematográficos de longas exclusivos da telona.

Por isso, fica a dúvida: será que o dinheiro arrecadado com assinaturas da HBO Max compensa os fracassos de bilheteria do estúdio? Será que a Warner ficará satisfeita com sua audiência no streaming apesar de seus péssimos números no cinema?

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