Duna Parte 3: Hans Zimmer promete trilha inteiramente nova após esnobada e mira o terceiro Oscar em 2027

Hans Zimmer promete trilha inteiramente nova para Duna Parte 3 e busca o terceiro Oscar após a esnobada de Parte 2.

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LEGENDA

O excelentíssimo maestro e compositor, Hans Zimmer, não apenas confirmou que a trilha de Duna Parte 3 será quase inteiramente nova, como deixou implicito que está em missão de vingança após a esnobada injusta, tola e rísivel que Duna Parte 2 sofreu no Oscar.

Vale lembrar que a Academia desclassificou a trilha de Parte 2 da categoria de Melhor Trilha Sonora Original por causa de uma regra que limita o uso de material pré-existente a 20% em sequências.

Assim, Zimmer não economizou críticas, chamando, com razão, a norma de “estúpida” e argumentando que “não é uma sequência, é a conclusão, os dois filmes são um único arco”.

Duna Parte 3: Hans Zimmer

1/3 – O que vem por aí na trilha de Duna Parte 3

Em entrevista à The Hollywood Reporter Australia, Zimmer revelou a estratégia:

“A maior parte do filme terá música completamente nova”

“E é apenas próximo ao fim que eu introduzo pedacinhos dos outros filmes para arrematar o final”.

Ou seja, o compositor “aprendeu” a lição da pior forma possível e vai entregar um trabalho praticamente do zero. O que, convenhamos, é uma forma elegante de dizer “vocês vão ter que me engolir agora”.

Duna Parte 3: Hans Zimmer oscar

2/3 – O currículo de um gigante

Para entender o peso dessa busca e do quão grande é o Hans Zimmer, vale lembrar os números:

Hans Zimmer já foi indicado ao Oscar 12 vezes e venceu duas estatuetas – por O Rei Leão (1994) e por Duna (2021).

Além disso, acumula 4 Grammys, 3 Globais de Ouro e 3 BAFTAs, sendo um dos compositores mais premiados da história do cinema. Particularmente, acho que o terceiro Oscar já está atrasado, já que deveria ter sido o de Duna: Parte 2

Se a Academia errou ao desclassificar Parte 2, Zimmer parece determinado a não deixar margem para interpretação.

Para Duna Parte 3, o compositor foi além do que já havia feito na franquia e voltou a inventar instrumentos que simplesmente não existem – pelo menos não neste planeta.

É a mesma lógica que ele resumiu ao longo da produção do primeiro filme: “invente instrumentos que não existem, invente sons que não existem”.

3/3 – A maestria de Zimmer e a batalha dos maestros

Na prática, isso significa uma trompa de 21 metros, instrumentos construídos com tubos de PVC, um “duduk cromático” desenvolvido com o flautista Pedro Eustache, esculturas de metal criadas para serem percutidas e distorcidas, e até um violoncelo transformado em trompa de guerra tibetana.

É esse tipo de risco que faz a trilha da franquia soar como única e mágica no cinema. E é exatamente por isso que a esnobada de Parte 2 ainda dói.

No entanto, o caminho para o terceiro Oscar não será nenhum passeio.

A categoria de Melhor Trilha Sonora em 2027 deve ser uma das mais disputadas da história, com três gigantes na mesma corrida.

Ao lado de Zimmer, está Ludwig Göransson, que acabou de levar a estatueta por Pecadores e chega com a trilha de A Odisseia, de Christopher Nolan, misturando instrumentos de séculos atrás com a grandiosidade de sempre.

E, como se não bastasse, o lendário John Williams, aos 94 anos, assina a trilha de Dia D, o novo filme de Steven Spielberg – um retorno à ficção científica que pode ser sua última parceria com o diretor.

Dessa forma, Zimmer não precisa apenas ser bom: ele precisa ser histórico. Contudo, a meu ver, é exatamente esse tipo de pressão que costuma extrair o melhor dele.

Você acha que Hans Zimmer merece levar o terceiro Oscar por Duna Parte 3, ou a Academia vai arrumar outra regra para barrar o maestro? Comente aqui no Legado Plus e diga o que espera dessa trilha.

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